sexta-feira, outubro 07, 2005

Em Campanha

A noventa anos de distância, as recordações do meu avô na no CEP, Flandres, vão-se diluindo no esquecimento. Das histórias de um homem tão conversador, restam agora pequenos episódios avulso sobre a vida na frente ocidental. São pequenas histórias, como a da primeira noite em solo francês, após o desembarque em Brest, quando dois soldados morreram de frio. Ou como aquele bombardeamento, durante o qual o corpo médico se protegia num abrigo, e houve um enfermeiro que se levantou e disse que "ia só espreitar". Assim que abriu a porta do abrigo caiu atingido por um estilhaço. "Arrastei-o para dentro. Já estava morto." Ou ainda a história do militar português, provavelmente inexperiente, que estava na trincheira e queria espreitar para o lado alemão. Colocou dois sacos de areia e espreitou por entre eles. Foi imediatamente atingido por um tiro certeiro.

Mas outros episódios são espantosos. Toda a logística foi um enorme problema para o exército português. As rendições não se faziam, escasseavam as roupas, as munições e os alimentos. E numa dessas pausas de guerra (que os militares dizem ser intermináveis), enquanto os homens de ambas as trincheiras se espiavam, alguém na trincheira portuguesa gritou “Olha um coelho!”. De imediato, vários soldados portugueses, em grande alarido, saltaram da trincheira em perseguição ao coelho. Do lado alemão, nenhuma arma disparou. Alguns oficiais portugueses, que ficaram na trincheira, perceberam o espanto dos alemães ao verem aquela algazarra e agitação do lado português.

E depois, há também a história pitoresca da visita do Príncipe de Gales a um aquartelamento português. Consta que o oficial da guarda não o reconheceu e lhe terá impedido a entrada. Quando o visitante se identificou como Príncipe de Gales, o oficial português terá respondido "Pois eu sou o Rei de Inglaterra!". Uns dias mais tarde, o Príncipe de Gales, numa recepção a oficiais portugueses, reconheceu o homem que lhe tinha proibido a entrada. Cumprimentou-o com um "How are you, daddy?"

O único relato em primeira mão que hoje me chega é um postal enviado aos pais em Maio de 1917, que revela as suas impressões.


Em Campanha 11-5-1917

Queridos pais
Recebi há dias carta de casa. (...) Junto envio o meu retrato armado em guerra.
Por enquanto isto por aqui não é muito mau se bem que já haja muitíssimo calor, e para este não estamos prevenidos.
Envio também um (...) com o meu colega, se a correspondência toda lá chegar, (...) que me não tenho esquecido de escrever. A minha madrinha escreveu-me todos os dias, manda-me jornais.
Por entre as saudades de casa e os dramas da vida na frente, a sorte acabou por sorrir ao meu avô. Desde a campanha em África, que não tinha uns dias de licença. Expôs a situação aos superiores que o autorizaram a vir a Portugal nos primeiros dias de Abril. No dia 9 de Abril de 1918, os alemães massacraram as linhas portuguesas.

3 comentários:

Anónimo disse...

O “Pacto Secreto”

Autor desconhecido

Será uma ilusão tão grande e tão vasta, que ela escapará da percepção deles.
Aqueles que virem isso, serão tidos como insanos.
Criaremos frentes separadas de atuação para evitar que eles vejam a conexão que existe entre
nós.
Nos comportaremos como se não estivéssemos conectados, para manter viva a ilusão.
Nosso objetivo será alcançado gota-a-gota, para nunca trazer suspeitas sobre nós.
Isto também irá evitar que eles vejam as mudanças a medida em que elas estiverem
ocorrendo.
Estaremos sempre acima do campo relativo da experiência deles, pois nós sabemos os
segredos do absoluto.
Trabalharemos sempre juntos e permaneceremos ligados pelo sangue e pelo segredo. A morte
virá para aquele que falar.
Nós manteremos suas vidas curtas e suas mentes fracas, enquanto fingimos fazer o contrário.
Usaremos nossos conhecimentos de ciência e de tecnologia de formas sutis, para que eles
nunca vejam o que está acontecendo.
Usaremos metais suaves, aceleradores de idade e sedativos nos alimentos e na água, e
também no ar.
Eles estarão cobertos de venenos em todas as direções que se voltarem.
Os metais suaves irão causar a eles a perda de suas mentes.
Iremos prometer encontrar a cura em nossas muitas frentes, no entanto nós iremos
alimentá-los com mais venenos.
Os venenos serão absorvidos através de suas peles e bocas, levando-os a destruir suas mentes
e sistemas reprodutivos.
De tudo isso, seus filhos nascerão mortos, e nós iremos esconder esta informação.
Os venenos estarão escondidos em tudo que os cercam, no que eles bebem, comem, respiram
e vestem.
Precisamos ser espertos na disseminação dos venenos, pois eles vêem longe.
Nós ensinaremos a eles que os venenos são bons, utilizando imagens engraçadas e músicas
bonitas.
Aqueles que eles procurarem irão ajudar. Nós os alistaremos para repassarem os nossos
venenos.
Eles irão ver nossos produtos sendo usados em filmes e irão crescer acostumados com eles e
nunca saberão os seus verdadeiros efeitos.
Quando eles nascerem, iremos injetar venenos no sangue de suas crianças e convenceremos a
eles que é para ajudá-los.
Começaremos bem cedo, quando suas mentes estão jovens, e nós visaremos suas crianças
com o que as crianças mais amam, coisas doces.
Quando seus dentes estragarem, nós os encheremos de metais que irão matar suas mentes e
roubar seus futuros.
Quando a capacidade deles de aprender tiver sido afetada, nós criaremos medicamentos que
irão torná-los mais doentes e que causarão outras doenças, para as quais nós iremos criar
ainda mais medicamentos.
Iremos fazer com que eles sejam dóceis e fracos perante nós, usando nosso poder.

Eles crescerão com depressão, devagar e obesos, e quando vierem nos pedir ajuda, nós iremos
dar a eles mais veneno.
Iremos focalizar a atenção deles para o dinheiro e bens materiais, de tal forma que eles nunca
possam conectar-se com seu eu interno.
Iremos distraí-los com fornicação, prazeres externos e jogos, tal que eles nunca possam ficar
um com a unicidade do Todo.
Suas mentes nos pertencerão e eles farão o que mandarmos.
Se eles se recusarem, iremos encontrar modos de implementar tecnologias de controle mental
em suas vidas. Usaremos o medo como nossa arma.
Nós iremos impor seus governos e estabeleceremos oposição dentro deles. Iremos controlar
ambos os lados.
Nós iremos sempre esconder nosso objetivo, mas levaremos adiante nosso plano.
Eles irão trabalhar para nós e nós iremos prosperar com o trabalho deles.
Nossas famílias nunca irão se misturar com as deles.
Nosso sangue precisa ser sempre puro, pois este é o caminho.
Nós faremos eles se matarem entre si, quando isso nos convier.
Nós manteremos eles separados da unicidade através de dogma e religião.
Nós controlaremos todos os aspectos de suas vidas e diremos a eles como e o que pensar.
Nós os guiaremos bondosa e gentilmente, deixando eles pensarem que estão guiando a si
mesmos.
Fomentaremos a animosidade entre eles através de nossas facções.
Quando uma luz brilhar entre eles, nós iremos extingüí-la usando o ridículo ou a morte, o que
nos for melhor.
Iremos fazer com que rompam seus próprios corações e matem suas próprias crianças.
Iremos conseguir isto usando o ódio como nosso aliado, e a raiva como nossa amiga.
O ódio irá cegá-los totalmente, e nunca irão ver que, de seus conflitos, nós emergiremos
como seus governantes.
Eles estarão ocupados se matando entre si.
Eles se banharão em seu próprio sangue e matarão seus vizinhos durante o tempo que
acharmos conveniente.
Nós nos beneficiaremos muito deste fato, pois eles não nos verão, já que eles não conseguem
nos ver.
Continuaremos a prosperar devido às suas guerras e suas mortes.
Iremos repetir isso sem cessar até que nosso objetivo final seja alcançado.
Continuaremos a fazer com que vivam com medo e raiva, usando imagens e sons.
Usaremos todas as ferramentas que dispomos para conseguir isto.
As ferramentas serão fornecidas pelo trabalho deles.
Faremos com que se odeiem entre si e odeiem seus vizinhos.
Sempre ocultaremos a verdade divina deles, de que somos todos um.
Eles nunca devem saber disso!
Eles nunca devem saber que a cor é uma ilusão, devem sempre pensar que eles não são iguais.
Gota-a-gota, iremos avançando em direção ao objetivo.
Iremos roubar-lhes a terra, recursos e riqueza para exercer controle total sobre eles.
Nós os enganaremos para aceitar leis que irão roubar a pouca liberdade que eles possuirão.
Estabeleceremos um sistema monetário que os aprisionarão para sempre, mantendo eles e
seus filhos em dívidas.
Quando eles se reunirem em bandos, nós iremos acusá-los de crimes e apresentaremos uma
história diferente para o mundo, pois nós iremos ser donos de toda a mídia.
Usaremos nossa mídia para controlar o fluxo de informação e o sentimento deles em nosso
favor.
Quando eles se insurgirem contra nós, nós os esmagaremos como insetos, pois eles são menos
que isso.
Eles não terão condições de fazer nada, já que eles não disporão de armas.
Recrutaremos alguns deles para levar adiante nossos planos, iremos prometer a eles a vida
eterna, mas a vida eterna eles nunca terão pois não são um de nós.
Os recrutas serão chamados de “iniciados” e serão doutrinados para acreditar em falsos ritos
de passagem para os reinos mais elevados.
Membros desses grupos [os illuminati] pensarão que eles são um conosco, nunca sabendo a
verdade.
Eles nunca devem saber essa verdade, pois eles se voltarão contra nós.
Pelos seus trabalhos, eles serão recompensados com coisas materiais e grandes títulos, mas
nunca se tornarão imortais e se juntarão a nós, nunca receberão a luz e nunca viajarão para as
estrelas.
Eles nunca alcançarão os reinos superiores, pois a matança de seus semelhantes irá impedir a
passagem para o reino da iluminação.
Isto eles nunca saberão.
A verdade estará escondida nos seus rostos, tão perto que eles serão incapazes de focarem ela,
até que seja tarde demais.
Oh sim, tão grande será a ilusão de liberdade, que eles nunca irão saber que eles são nossos
escravos.
Quando tudo estiver em seu lugar, a realidade que tivermos criado para eles irá possuí-los.
Esta realidade será a prisão deles.
Eles viverão em auto-ilusão.
Quando nosso objetivo for conseguido, uma nova era de dominação irá começar [a Nova
Ordem Mundial, New World Order].
Suas mentes estarão limitadas por suas crenças, as crenças que nós estabelecemos desde
tempos imemoriais.
Porém se eles conseguirem descobrir que são iguais a nós, então nós iremos morrer. ISTO
ELES NUNCA PODEM SABER.
Se eles conseguirem descobrir que juntos eles podem nos derrotar, eles tomarão esta ação.
Eles nunca, jamais, devem descobrir o que nós temos feito, pois se eles descobrirem, nós não
teremos nenhum lugar para ir, pois será fácil de ver quem nós somos, uma vez que o véu caia.
Nossas ações irão revelar quem nós somos e eles nos caçarão e nenhuma pessoa nos dará
abrigo.
Este é o pacto secreto pelo qual viveremos pelo resto das nossas vidas presente e futura, pois
esta realidade irá transcender muitas gerações e muitos períodos de vida.
Este pacto é selado com sangue, nosso sangue. Nós, aqueles que do céu para a terra vieram.
Este pacto NUNCA, JAMAIS pode ser conhecido que exista.
Ele NUNCA, JAMAIS deve ser escrito ou falado pois se ele for, a consciência que ele
produzirá irá liberar a fúria do CRIADOR PRIMORDIAL sobre nós e nós seremos lançados
para as profundezas, de onde viemos, e permaneceremos lá até o fim do tempo infinito.

Anónimo disse...

Estou neste momento a escrever um guião cinematográfico sobre a 1ª Grande Guerra. Não tem mais nada que possa partilhar? Histórias, imagens...? O meu mail é magazin@portugalmail.pt

Miguel Lomelino disse...

O meu bisavô era o adido militar de Portugal em Paris. Morreu no dia em que partiu para a frente pois não queria ficar num escritório. Teve um ataque de coração.